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   É uma pergunta bem confrontadora em se tratando do tempo em que estamos vivendo atualmente, mas é justamente por esse motivo que ela é muito necessária. E para pensarmos sobre isso, é importante lembrarmos de nossa natureza corrompida e pecaminosa, a qual é constantemente enfatizada nas Escrituras. Por isso, todos nós estamos propensos a todo tipo de pecado, como a mentira, inveja, orgulho, ódio, dentre vários outros; e isso é inerente à todos os seres humanos, independente se são de dentro ou de fora da Igreja. A diferença é que nós, nascidos em Cristo Jesus, não vivemos mais em função do pecado, mas da Graça que nos alcançou por meio de sua morte e ressurreição. Uma prova de que Deus nos ama e nos aceita incondicionalmente não só pelo o que somos, mas apesar do que somos. E este “apesar” citado agora não é brincadeira, porque vamos destacar alguns pontos que a Bíblia mostra o quanto somos corrompidos, depravados e desobedientes à Deus por natureza.

 

  • Em nosso pecado, nos alienamos de Deus e somos seus inimigos (ver Colossenses 1: 21)
  • Somos escravos de nosso pecado e dominados por Satanás (ver João 8: 34; 2Timóteo 2: 26)
  • Amamos as trevas e odiamos a luz (ver João 3: 20; Efésios 4: 18)
  • Vivemos em impureza e maldade (ver Romanos 6: 19)
  • Nossa mente é depravada e cega à verdade pelas mãos do deus deste mundo (ver Romanos 1: 18; 2Coríntios 4: 4)
  • Nossos desejos são licenciosos, nosso coração é pecaminoso e as paixões vis de nossa carne guerreiam contra nossa alma (ver Romanos 1: 26;  1Pedro 2: 11)
  • Nosso corpo está em degradação. Somos moralmente maus e espiritualmente doentes (ver Romanos 1: 24; Gênesis 8: 21; Mateus 9: 12)

 

         E para complementar esses pontos, decidimos destacar um trecho da carta de Paulo aos Romanos, a qual resume bem o que estamos querendo passar.

Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus. Todos se desviaram e juntamente se tornaram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua enganam, veneno de víbora está nos seus lábios. A boca, eles a têm cheia de maldição e amargura; os seus pés são velozes para derramar sangue. Nos seus caminhos há destruição e miséria; eles não conhecem o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.
Romanos 3: 10-18
       Tendo em vista esse contexto, voltemos a pergunta do porquê julgamos tanto as outras pessoas. Antes de tudo, por julgar, nos referimos ao ato de nós “apontarmos o dedo”, ou expormos o defeito de alguém, nos colocando como superiores de forma inconsciente. E que ao fazermos isso, nos esquecemos do quão pecadores e podres somos, porque no fundo não gostamos de enfrentar as nossas próprias fraquezas e iniquidades, queremos sempre mostrar o quanto somos fortes. Além disso, não gostamos quando falam mal de nós ou apontam os nossos erros, e acabamos por reagir retribuindo ofensa com ofensa e mal com mal afim de não demonstrarmos fraqueza. E isso é anti-bíblico (ver Romanos 12: 17-21)
        Então, a resposta para esta pergunta é simples. Preste bem atenção. Nós, como seres humanos, gostamos de sentir o que há de pior nas outras pessoas para não sentirmos o que há de pior em nós mesmos. Típica, e natural estratégia de abafar e esconder nossos próprios pecados, aumentando o pecado do outro e fazendo alarde em cima disso. Resumindo, se você sente a necessidade de ficar criticando e julgando constantemente as pessoas que são diferentes de você, é porque lá no fundo você sabe de suas fraquezas, e não quer encará-las, e por isso você busca expor defeitos de pessoas que você pensa ser piores do que você como um mecanismo de fuga e alívio de consciência. Lembre-se, julgar é pecado (ver Lucas 6: 37-38)
        Dito isso, qual a saída? O inverso. Ao invés de insistirmos em saborear o pior das pessoas para nos sentirmos superiores, devemos insistir em entrarmos na presença de Deus e sermos confrontados com sua suprema soberania e santidade, para que possamos reconhecer nossas limitações e deixar que o Espírito plante seus bons frutos em nosso coração (ver Gálatas 5: 22-26). Ou seja, “quanto mais perto de Jesus ficamos, menos vontade de atirar pedras temos”.
Escrito por: João Pedro Mattos (Estagiário)
Supervisão: Lucas Nunes