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       Conforme explicitado em nosso texto sobre o que seria a Verdade segundo as Escrituras, nós devemos ser servos da verdade, e não donos dela. Principalmente porque a razão não pertence a nós, e sim a Deus. E é muito importante que você se aprofunde nessa questão lendo o conteúdo de nosso post, pois nós costumamos cometer esse erro de querermos ser donos da verdade mais do que costumamos perceber ou admitir; e esperamos que as informações contidas naquele texto o ajude a levar o seu relacionamento com Deus a um outro nível. Então, clique aqui e leia o texto antes de prosseguir com a leitura deste post.

       Para que se possa obter uma resposta do porquê há tantas divisões em nosso meio, é preciso lembrar que elas sempre existiram, e sempre existirão; isso porque é impossível que entremos em concordância em literalmente todas as coisas. Quando nascemos, nós não escolhemos época, não escolhemos o lugar, o contexto em que estaremos inseridos, os usos e costumes que iremos herdar, os tipos de pai e mãe vamos ter, se seremos de família rica ou pobre. Enfim, existem diversas coisas nessa vida que nós não escolhemos viver. E o desenvolvimento de nossa visão de mundo depende exatamente desses diversos fatores que envolvem a nossa vivência. E como cada um tem uma vivência diferente, cada um tem uma visão de mundo distinta e única. Você já parou para pensar  que a mesma certeza e convicção que você tem a respeito de sua visão de mundo ser a certa por causa da sua experiência, é exatamente a mesma que o outro tem? É por esse e outros motivos que nós sempre nos deparamos com a relativização da verdade.

         Se você leu o nosso texto sobre a Verdade antes de estar lendo isso, provavelmente já sabe aonde queremos chegar. É um problema muito específico que poucos dão atenção. Mas, consiste no fato de nossa visão de mundo afetar na forma como entendemos Deus e sua Palavra mais do que percebemos ou admitimos; porque querendo ou não, nós sempre iremos nos utilizar de nosso “rio cultural” para interagirmos com qualquer coisa na nossa vida, inclusive com a Bíblia. O que pensamos, o que vivemos, o que nos cerca, a forma como enxergamos a nossa própria identidade. Tudo isso a gente carrega para o texto que estamos lendo, interpretando a nossa própria maneira. E isso somado ao nosso orgulho proveniente de nossa natureza corrompida pode fazer com que forcemos determinadas leituras para fazer com que elas se encaixem com a nossa visão de mundo. Ou seja, é da nossa natureza fazermos de Deus a nossa imagem e semelhança ao invés de nos fazermos a imagem e semelhança de Deus. E em tempos de polarização como esse, isso acontece com muita frequência.

          Dito isso, imagine que cada ser humano se deixe levar pelo orgulho e vaidade, e que cada um fique impondo sua própria ótica aos berros mutuamente. Então, no geral, é esse tipo de orgulho que tem sido causador de muitas brigas e divisões dentro e fora da igreja, pois historicamente, o ser humano sempre preferiu fazer guerra pelas diferenças do que união pelas semelhanças. E Jesus, sabendo das divisões que haveriam de vir e se preocupando muito com isso, pediu insistentemente ao Pai “Pai, que eles sejam um da mesma forma que nós somos um” (ler João 17).

         Então, qual é a solução? Rendermos a nossa mente, nosso orgulho, nosso pensar a Cristo (Romanos 12:1-2), para que pensemos como Ele, e para que possamos agir como Ele, amando como Ele ama. Resumindo, ego bom é ego morto.