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         Recentemente, temos falado muito acerca de nossa identidade como batistas. Falamos sobre nossa origem e como crescemos pelo mundo desde então, e isso incluindo também o constante avanço da obra missionária até o surgimento das primeiras igrejas batistas no Brasil. E também, resumimos a respeito da história da CBPC, e como temos crescido até hoje. Agora que já sabemos o essencial sobre nossa origem, precisamos nos aprofundar um pouco no que se refere a forma como trabalhamos. Nós chegamos a falar disso nos textos anteriores, mas nada tão aprofundado quanto este post será.

          Basicamente, visando cumprir a Grande Comissão delegada por Cristo a nós (ver Atos 1: 8), nossas igrejas se organizam em associações regionais, convenções estatuais e em Convenção Batista Brasileira. A Convenção Batista Brasileira é filiada à Aliança Batista Mundial. Estes órgãos cooperam entre si mutuamente, e exercem a função de apoio e não de comando sobre a Igreja Local. Não importa o quão acima na hierarquia esteja, nenhuma destas instancias tem o direito de ingerência sobre a Igreja Local, para que sua autonomia seja sempre preservada. Diante disso nossas igrejas também se comprometem em cumprir a missão mediante o trabalho cooperativo que é fundamental para a unidade denominacional.

        A forma de governo que adotamos é a congregacional, ou seja, nossas igrejas são caracterizadas como autônomas, auto-geridas, interdependentes, soberanas e cooperantes entre si. Ao se filiar à CBPC – Convenção Batista do Planalto Central/CBB – Convenção Batista Brasileira, a Igreja Local se compromete a respeitar e seguir as doutrinas e práticas batistas, e em caso de não cumprimento dos termos assinados, a mesma se torna passível de desligamento da CBPC/CBB.

         E para finalizarmos o texto de hoje, uma curiosidade para que você saiba como funciona o plano corporativo batista. Você sabia que o seu dízimo financia esse plano? Para não entrarmos nas questões mais complexas a respeito disso, vamos resumir. Você, juntamente com outros membros, dizima para sua Igreja Local (2 Coríntios 8:5), que por sua vez, dizima para a CBPC junto com as outras igrejas filiadas. Cada ano sua igreja decide em oração quanto de suas ofertas não designadas será comprometida com o alcance de pessoas em seu Estado e ao redor do mundo através do Plano Cooperativo. Normalmente este valor é 10% do valor arrecadado com dízimos. Esta quantia é então enviada para a convenção estadual.

Resumindo: pessoas ao redor do mundo ouvirão o evangelho e receberão a Cristo!

É por isso que os batistas adotam o Programa Cooperativo.

  • Ele apresenta um orçamento unificado e completo, estabelecendo uma fundação para missões e ministérios em nível estadual, nacional e internacional.
  • Ele provê o sustento a longo prazo de nossas entidades. Quando uma igreja faz sua oferta missionária dando uma percentagem do orçamento de suas igrejas, provê consistência e estabilidade.
  • Ele se adere ao princípio batista em longo prazo que diz “podemos fazer muito mais juntos do que separadamente”.
  • O Plano Cooperativo atenua a competição entre as entidades permitindo assim uma estratégia balanceada de Atos 1:8.
  • Ele nivela o campo e faz lugar para as igrejas pequenas e étnicas. Cada igreja pode ficar de mãos dadas em campo nivelado, como companheiras no evangelho (igrejas grandes, pequenas, novas, crescentes, “envelhescentes” e étnicas).

 E é assim que funciona o corporativismo batista, a cooperação mútua para que a Palavra se espalhe pelo mundo. A CBPC, junto com as outras convenções regionais, dizimam para a Convenção Batista Brasileira. A CBB dizima para a UBLA (União Batista Latino-Americana), que dizima para a Aliança Batista Mundial (ABM). Não entendeu? Então vamos ilustrar:


SEU DÍZIMO $$ ——–>

Você —-> Sua Igreja —-> CBPC —-> CBB —-> UBLA —-> ABM