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      No artigo anterior, falamos sobre o evangelismo discipulador a partir de princípios básicos ensinados por Cristo em Marcos 12: 30-31, e Mateus 28: 19-20. Apresentamos também os seis elementos fundamentais no processo de um discipulado eficaz, os quais fazem parte do acróstico da palavra RAÍZES. E agora vamos falar sobre cada um deles.

  • R – Relacionar-se pessoalmente – É muito importante o discipulador invista tempo para estar com a pessoa discipulada, não apenas para conversar sobre o Evangelho e suas implicações, mas para aprofundar o convívio e a relação de confiança. Então, o discipulador precisa buscar oportunidades de comunhão desenvolver, e manter uma relação amizade que se dá não apenas por palavras, mas através do bom testemunho que produz imitação (1 Co 11: 1, 4: 16; Filipenses 3: 17; 2 Timóteo 2: 2). O relacionamento é o que há de mais primordial para que se possa cumprir com os outros cinco elementos, pois é um bom relacionamento que abre as portas para o cumprimento dos demais processos.

  • A – Agregar à Igreja – O discipulador deve tentar aproximar a pessoa discipulada do Corpo de Cristo, fazendo com que ela se envolva com outros crentes e com a igreja. Após sua conversão, o discipulador deve ajudar a pessoa a descobrir e desenvolver seus dons dentro do Corpo de Cristo, além do auxílio a descoberta de sonhos ministeriais. O discipulador também deve incentivar a participação do novo discípulo em um Pequeno Grupo Multiplicador (PGM) e a ser membro ativo na igreja local.

  • I – Interceder – É necessário que o discipulador já esteja em oração pela pessoa discipulada antes mesmo de anunciar o Evangelho à ela, intensificando sua intercessão a cada dia, para que ela seja alvo de uma verdadeira transformação e, uma vez convertida, cresça no conhecimento de Deus e Sua vontade. É necessário também, incentivar a pessoa a orar por outras pessoas que precisam conhecer Jesus.

  • Z – Zelar pela pessoa – O discipulador precisa buscar exercer compaixão pela pessoa discipulada, zelando por sua saúde espiritual, física, emocional, familiar e até financeira, dentro do possível. Não significa que o discipulador será um provedor de tudo, mas os pequenos gestos de compaixão podem falar mais alto do que palavras, resultando em um grande impacto para a compreensão do Evangelho. O PGM pode ser de grande ajuda ao discipulador no cumprimento desse aspecto.

  • E – Ensinar o Evangelho e suas implicações – Enfim, chegamos ao cerne do relacionamento entre discipulador e discípulo. A pessoa discipulada precisar ser exposta ao Evangelho o máximo possível, pois é poder de Deus para a salvação (Rm 1: 16), sabendo também que a fé vem pelo ouvir da Palavra de Deus (Rm 10: 17). Por isso, a pessoa continua sendo alvo evangelístico até que se converta. E por conversão, isso implica em um real encontro com Jesus, resultando em um genuíno arrependimento por seus pecados, além da total confiança em Cristo para que ela inicie um processo de regeneração espiritual. O ensino do Evangelho jamais deve ser confundido com a aculturação da pessoa ao “jeito de ser” evangélico. Esse tópico se mantém mesmo depois da conversão, pois é necessário ajudar a pessoa a crescer na fé (Colossenses 1: 28-29).

  • S – Solicitar contas – Partindo do pressuposto de que o relacionamento entre discipulador e discípulo foi eficiente a ponto de despertar o interesse da pessoa pelo Evangelho, o discipulador deve buscar impulsioná-la constantemente no avanço do conhecimento de Deus, que é o objetivo principal, solicitando contas sobre prática de oração e leitura bíblica e o cumprimento de pequenas tarefas estabelecidas de comum acordo. Após a conversão, o discipulador deve procurar saber regularmente sobre como anda o relacionamento da pessoa discipulada com Deus, incentivando uma vida devocional, e santificação pessoal, além do serviço ministerial prestado ao Corpo de Cristo e às demais pessoas.

Tendo tudo isso em mente, nada melhor do que concluir reforçando algo básico na obra evangelística. Conforme explicitado no artigo anterior, para que o discipulado ocorra, é necessário brilhar a luz de Cristo, atraindo as pessoas com o amor dEle, porque Jesus no ensina que se amarmos uns aos outros, todos saberão que somos discípulos dele (João 13:35), pois Deus é amor (1 João 4:8). Logo, quando pessoas enxergam o amor em nós, vêem a Deus, e vendo Ele, se abrem para o Evangelho que temos que anunciar.

Fonte:

BOLETIM INFORMATIVO – Igreja Multiplicadora, Conhecendo a Visão – O Caminho do Discipulado. Convenção Batista Brasileira, Rio de Janeiro, 2014.